Doação de sangue: o que motiva as pessoas a se tornarem doadores

Pesquisa realizada pela Abbott desvenda os gatilhos e as barreiras racionais para a doação de sangue.

Doação de sangue: o que motiva as pessoas a se tornarem doadores
Doação de sangue | Jan. 6, 2022
POR MAGALI BALLOTI

As percepções e o comportamento das pessoas em relação à doação de sangue podem ser resumidos pelos elementos ambientais, cognitivos, culturais e emocionais que influenciam seu comportamento. Isso pode ser verificado pela redução do número de doadores devido à pandemia. O Ministério da Saúde estima que o número de doadores tenha diminuído cerca de 20% em 2020.1

Diante desse cenário, a Abbott realizou uma pesquisa inédita para encorajar a doação rotineira de sangue, entender quais são as principais barreiras e atrair ainda mais atenção para esta importante causa. O levantamento ouviu pessoas de 16 a 64 anos em oito países, entre janeiro e março deste ano. No Brasil, foram 1.052 entrevistados, homens e mulheres entre 16 e 54 anos de todas as regiões.

ARTIGO RELACIONADO
Necessário: doações de sangue durante as folgas de fim de ano

“Nosso objetivo é fazer com que mais brasileiros façam doações regulares de sangue, pois esse precioso recurso é necessário durante todo o ano. Estamos pedindo a todos, especialmente a jovens adultos, que façam sua parte e se comprometam a doar sangue. Esse ato, que leva pouco mais de uma hora, em geral pode ajudar a salvar até quatro vidas”, afirma Murilo Moura, Gerente Médico da Divisão de Medicina Transfusional da Abbott.

Raio X da pesquisa

O sangue é um componente essencial para a vida, mas muitos brasileiros não pensam nisso até que a necessidade seja crítica. Dos 1.052 ouvidos, 48% afirmam que a ação não faz parte da rotina, sendo desastres ou acontecimentos que gerem comoção pública a principal motivação para que as pessoas doem sangue. Além disso, 22% doam apenas pontualmente, ou seja, quando algum conhecido ou familiar precisa de ajuda. Medo e desconforto são os sentimentos mais indicados para que a doação de sangue no Brasil não seja frequente.

NO IMAGE

De acordo com os resultados, mulheres são a maioria entre os não doadores, representando 54% das pessoas que nunca doaram e nem pretendem fazê-lo futuramente. Ainda de acordo com os resultados, esse público tem entre 16 e 44 anos, é de classe social média a baixa, com renda fixa e não casadas. Já 19% dos entrevistados afirmam ser doadores regulares (que doam, pelo menos, 1 vez ao ano). Destes, 71% confessam que optam pela doação como forma de salvar vidas e 23% consideram que ‘é a coisa certa a ser feita’. O perfil desse tipo de doador no Brasil é de homens entre 25 e 34 anos, de classe social média a alta, com ensino superior, casados e com renda fixa.

Doadores não regulares (consideradas pessoas que doaram pelo menos uma vez na vida) correspondem a 13% dos ouvidos na pesquisa. Neste grupo, 30% são homens entre 16 e 24 anos, de classe social média a baixa, casados e com renda fixa.

Outro tipo de doador apontado no levantamento é o de pessoas que doam apenas quando solicitadas (em casos de necessidade de familiares ou conhecidos), que corresponde a 9% dos entrevistados. O perfil deste grupo é de homens entre 45 e 54 anos, de classe social média a alta, casados e com renda fixa. Quando perguntados sobre a motivação, 83% disseram ter doado para ajudar em uma emergência para um familiar ou conhecido e 17% disseram que ser um ‘requisito para cumprir os regulamentos do hospital’.

NO IMAGE

O estudo também revelou que os brasileiros sabem da importância da doação, mas que não compreendem bem o assunto. Entre as principais preocupações, os respondentes destacaram: não saber para onde o sangue vai e quanto será tirado.  A pesquisa ainda aponta que a pandemia impactou nas doações de sangue no Brasil e revela que apenas 21% afirmam ter continuado a doar no período. 

Referências

1 Agência Brasil – Ministério da Saúde – Website acessado em novembro 2021 - Bancos de sangue estão com estoque baixo na pandemia

RAZÕES PARA DOAR SANGUE HOJE