Capacidade Mental: a comida faz toda a diferença

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Uma alimentação saudável não é boa apenas para o corpo – ela pode melhorar no desenvolvimento do cérebro também.

Conforme envelhecemos, percebemos a importância de cuidar do corpo, mas o cérebro também precisa de atenção. Os alimentos têm um papel fundamental na nossa capacidade mental e podem ajudar a prevenir o declínio da atividade cerebral e a perda da memória. Os pesquisadores da Abbott e do Centro de Nutrição, Aprendizado e Memória (CNLM)1 da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, estão estudando a ligação entre a alimentação e um cérebro saudável.

A estrutura e as funções cerebrais começam a entrar em declínio quando os adultos envelhecem, o que é observado por uma maior lentidão na velocidade cerebral  e, com o passar do tempo, pela perda de memória. A alimentação variada com ingestão de certos nutrientes pode ajudar a retardar esse problema. Contudo, é necessária que ela esteja aliada à prática de exercitar a mente. Por exemplo, alguns estudos demonstraram que a ingestão de DHA (ácido graxo da família ômega 3) e ácido fólico está associada com uma melhor capacidade de acessar e usar o conhecimento.

Alimentos para o cérebro – O que você come importa

Para os idosos, a alimentação continua tendo um papel importante para a saúde cerebral e pode ajudar a prevenir a perda de memória e o declínio cognitivo. Por exemplo, a ingestão de gordura pode afetar a saúde do cérebro, já que dietas ricas em gordura saturada aumentam o risco de declínio cognitivo,2 enquanto aquelas ricas em gordura monoinsaturada podem promover a saúde cognitiva.

Gorduras boas

Gorduras ruins

Gordura monoinsaturada: encontrada em uma série de alimentos como abacate, amêndoas, nozes, peixes como a sardinha, atum e salmão, azeite de oliva, semente de girassol, linhaça e chia.

Gordura saturada: encontrada em alimentos de origem animal, como carnes vermelhas e laticínios ricos em gordura.

Gordura poli-insaturada: encontrada principalmente em alimentos de origem vegetal como oléos vegetais de girassol, canola, azeite de oliva e frutas secas como castanha do pará e amendoim cru.

Gordura trans: criada por meio do processamento de industrial de óleos.


“É importante começarmos a discutir e refletir sobre o impacto da alimentação na função cognitiva nas diversas fases da nossa vida. Esse debate é fundamental para que as pessoas se conscientizem e façam escolhas saudáveis em busca de uma qualidade de vida melhor, tanto para o hoje quanto o nosso amanhã”, destaca Patrícia Ruffo, nutricionista e Gerente Científico do negócio Nutricional da Abbott no Brasil.

Referências:

1Center for Nutrition, Learning and Memory. Research at the crossroads of nutrition and neuroscience. Acessado em julho de 2016. Disponível em: http://cnlm.illinois.edu/.

2Frontiers in Aging Neuroscience, Nutrition, frailty, and Alzheimer's disease, 2014. Acessado em 22 de julho de 2016. Disponivel em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4143595/