Diabetes tipo 1 e tipo 2: conheça as diferenças
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Cuidados para Diabetes | Mar. 17, 2021
ATUALIZADO POR MAGALI BALLOTI

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, atualmente existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil.1 Este número representa 6,9% da população brasileira. Dados do Ministério da Saúde apontam que no mundo 463 milhões de adultos (1 em 11) viviam com diabetes em 2019.2 Estima-se que esse número aumente para 578 milhões até 2030. E mais: 1 em cada 2 adultos com diabetes permanece sem diagnóstico (232 milhões de pessoas).

Diante desses números, é bom informar-se sobre o diabetes, conhecer os fatores de risco e entender melhor as diferenças entre os tipos da doença.

O que é diabetes?

Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse hormônio tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-as em energia para manutenção das células do nosso organismo. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, pode levar à morte.3

O diabetes pode se apresentar de diversas formas.3 Independentemente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure com urgência o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento.

Diabetes tipo 1

Ter um dos pais ou irmãos com diabetes do tipo 1 é um indicativo de risco, mesmo que você não tenha quaisquer sinais ou sintomas da doença. Não há forma de prevenir esse tipo de diabetes, pois é resultado de uma destruição autoimune que ocorre no organismo.

A insulina é o hormônio que metaboliza a glicose no organismo. No diabetes tipo 1, o corpo começa a atacar as células do pâncreas que produzem insulina, eliminando sua capacidade de produção. Após o diagnóstico, as pessoas com diabetes tipo 1 devem usar a insulina, podendo precisar de várias injeções por dia ou usar um dispositivo de infusão de insulina.

Episódios de hipoglicemia (quando o açúcar do sangue fica muito baixo) também são mais comuns em pessoas com diabetes tipo 1. O quadro de hipoglicemia4 pode progredir bem rápido e deve ser tratado imediatamente. Há meios para elevar o açúcar no sangue a um nível seguro, por exemplo através do consumo de uma bebida adocicada (não diet), mel ou doces. Outra maneira de fazer isso é injetar o hormônio glucagon. Nesse caso, membros da família da pessoa com diabetes tipo 1 devem saber como e quando administrar este hormônio.

Principais sintomas do diabetes tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome frequente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.2

Diabetes tipo 2

É o tipo mais comum e afeta cerca de 90% das pessoas com diabetes no Brasil4. É uma doença que se desenvolve ao longo do tempo e pode ser prevenida com a adoção de um estilo de vida saudável. Isso inclui ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios com regularidade, evitando o sedentarismo e a obesidade.

No diabetes tipo 2, as células do corpo não são tão sensíveis à insulina. Desse modo, o pâncreas tem que produzir mais insulina para controlar os níveis de açúcar no sangue. Isso se chama resistência à insulina. Os níveis elevados de açúcar no sangue levam a complicações como a neuropatia diabética, danos aos vasos sanguíneos, doença renal e problemas na retina (nos olhos)6.

Episódios de hipoglicemia também atingem quem tem diabetes tipo 2. Eles podem ser causados por alguns tipos de medicamentos para diabetes, por tomar insulina em excesso ou não comer alimentos corretos na quantidade suficiente.

Os principais sintomas do diabetes tipo 2 incluem infecções frequentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.2

Mantendo o controle

Em casos de diabetes tipo 1 e tipo 2, entre as ferramentas disponíveis para controlar a glicose no sangue estão dieta balanceada, exercícios físicos, medicamentos, bem como o monitoramento dos níveis de glicose, por meio de uma pequena perfuração no dedo para coleta do sangue: a famosa picadinha. Ou ainda, por meio de um sensor que faz o monitoramento contínuo da glicose, gerando resultados em tempo real. Nesse quesito, a Abbott possui o sistema flash de monitoramento da glicose FreeStyle Libre, uma revolução no monitoramento do diabetes, garantindo um controle muito mais seguro ao longo do dia. E o melhor: sem furar os dedos*.

Entendendo a importância desse controle, em 2020, a Abbott divulgou um estudo com dados de vida real7 de aproximadamente 18.000 pessoas com diabetes no Brasil que utilizavam o FreeStyle Libre, constatando que os usuários dessa tecnologia monitoravam com mais frequência sua glicose quando comparados a outros países, como Alemanha, França, Japão, Estados Unidos e Itália (média de 14 checagens por dia versus 12 checagens por dia). Esse número é o triplo do mínimo recomendado pelas diretrizes brasileiras8 para os testes tradicionais, que precisam da punção no dedo. Essa informação inédita está associada a um melhor controle da glicose, sendo a primeira vez que um estudo deste tipo foi feito no Brasil. É a pessoa com diabetes no controle da sua doença.

“Esse tipo de estudo, com dados de vida real, permite avaliarmos como está o controle da glicose dos pacientes, levando em consideração toda a sua extensa variabilidade. É diferente de um estudo clínico que segue determinados critérios para avaliar a segurança, eficácia e qualidade de um produto ou tecnologia. O levantamento comprova que estamos empoderando as pessoas com diabetes a viverem melhor e de forma mais saudável, oferecendo informações relevantes para que elas possam agir por si mesmas”, explica o Dr. Douglas Barbieri, Diretor Médico da Divisão de Cuidados para Diabetes da Abbott na América Latina.

*O teste de ponta de dedo é necessário quando os sintomas não coincidirem com as expectativas.

FS Libre Leitor - RMS ANVISA: 80146501903 FS Libre Sensor - RMS ANVISA: 80146502021

ANATEL: 4072-14-9992 - FS LibreLink - RMS ANVISA: 80146502168.

Referências

1Sociedade Brasileira de Diabetes https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/oque-e-diabetes

2Ministério da Saúde http://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/3355-14-11-dia-mundial-e-nacional-do-diabetes-enfermeiros-fazem-a-diferenca

3Ministério da Saúde https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z-1/d/diabetes-diabetes-mellitus

4Sociedade Brasileira de Diabetes https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/hipoglicemia

5Sociedade Brasileira de Diabetes https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes

6Sociedade Brasileira de Diabetes https://www.diabetes.org.br/publico/complicacoes/complicacoes-do-diabetes

7Calliari, Luis Eduardo P., Krakauer, Marcio., Vianna, Andre Gustavo Daher., Ram, Yashesvini., Barbieri, Douglas Eugenio., Xu, Yongjin and Dunn. Timothy C. Real-world flash glucose monitoring in Brazil: can sensors make a difference in diabetes management in developing countries? 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13098-019-0513-z

8Sociedade Brasileira de Diabetes https://www.diabetes.org.br/profissionais/images/DIRETRIZES-COMPLETA-2019-2020.pdf